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quarta-feira, 21 de julho de 2010

Texto que serve para dinâmica

TESTE INTERESSANTE

1)Diga o nome das cinco pessoas mais ricas do mundo;

2)Diga o nome dos cinco últimos ganhadores do prêmio Nobel da Paz;

3)Agora, diga o nome da última miss universo;

4)Dê agora o nome de 10 ganhadores de medalhas de ouro nas Olimpíadas;

5)E, para terminar, os últimos 12 ganhadores do Oscar.

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Lembrou de algum?Difícil, não? E são pessoas famosas, não são anônimas, não!

O aplauso acaba; prêmios envelhecem grandes acontecimentos são esquecidos...


AGORA, TENTE ESSE OUTRO TESTE:

1) Recorde o nome dos professores que você mais gostava;

2) Lembre de três amigos que ajudaram você em momentos difíceis;

3) Pense em cinco pessoas que lhe ensinaram alguma coisa valiosa;

4) Pense com carinho nas pessoas que fizeram você se sentir amado e especial;

5) Pense em cinco pessoas com quem você gosta de estar. E hoje ligue para elas e diga o quanto é bom estar com elas.


As pessoas que fazem diferença em nossas vidas, não são as que têm mais credenciais, dinheiros ou prêmios. São as que se importam conosco!

Você pode ser anônimo para o mundo, mas é uma pessoa especial para alguém!

Parabéns por todos os seus Dias!

Aluno não é máquina

Caro(a) Marisa Sanche, ALUNO NÃO É MÁQUINA Por Rubem Alves

“Toca a campainha. O aluno tem 45 minutos para pensar Matemática. Toca a campainha de novo, 45 minutos para pensar Geografia, troca o canal, começa a pensar Português. As escolas estão mais para linhas de montagem do que para entidades estimuladoras do conhecimento. Coloca um aluno na esteira, vem uma professora e parafusa Português, vem outra e parafusa História. E assim vai. Essas instituições, que deveriam servir como estabelecimentos de difusão do saber, acabam se tornando verdadeiras fábricas de pensamentos e idéias seriadas.

O que se faz dentro desse tipo de escola é simplesmente perder tempo, pois a linha de pensamento e raciocínio do ser humano não funciona assim, não em horário predefinido para começar e acabar. As idéias surgem e precisam ser aproveitadas naquele momento e não preteridas até a próxima matéria.

Ainda não se percebeu que esse sistema de ensino não contempla a liberdade e ainda poda a criatividade. O objetivo da educação não é transmitir informações, é ensinar a pensar. Assim, a criança deve ser estimulada a adquirir o conhecimento por conta própria. Aprende-se fazendo, com as mãos.

Na escola, as crianças aprendem nomes, mas não aprendem o que eles significam. Estudei numa escola do Rio de Janeiro e tive de decorar vários nomes para passar nas provas. Só que o Jardim Botânico ficava a dez quarteirões da escola e o professor nunca nos levou lá. Quer dizer: bastava conhecer os nomes, não interessava se já tínhamos visto as plantas ou não. O importante hoje é sair desse parâmetro e aprender a descobrir.

Mas há, ainda, um outro tipo de coisa que se ensina e que é completamente diferente; tem a ver com a sensibilidade. Gostar de música, aprender a apreciar a arte, ensinar a gostar da poesia. Esses conceitos não nos ensinam a fazer nada, mas nos ensinam a sentir, e isso é realmente importante na vida. Somente a sensibilidade nos dá razões para viver, e é justamente isso que falta nos nossos sistemas educacionais.

Apesar de tantas atribuições positivas, as escolas não trabalham com conteúdos que priorizam a sensibilidade porque estão mais preocupadas em formar alunos preparados para o vestibular do que para a vida. E os pais são os maiores apoiadores dessa prática. Eles não estão interessados na educação dos filhos; estão interessados em que eles estejam preparados para passar no vestibular.

O medo da prole tentar um caminho alternativo, longe do praticamente obrigatório vestibular, é algo que assusta os responsáveis. Estou fazendo uma generalização, é claro que para toda regra existe exceção. Mas diria que a maioria dos pais quer que o aluno aprenda e vá bem no concurso, pois assim eles julgam que a solução está sendo realizada. Então, o problema, na verdade, é com os pais.

Talvez uma solução para este impasse é a abolição do vestibular. A primeira consequência é que as escolas estariam livres para ensinar do jeito que quiserem. E os pais não teriam mais medo do vestibular e analisariam as escolas por outros critérios.

Segunda consequência positiva: acabariam os cursinhos pré-vestibular. Os pais de classe média e alta economizariam esse dinheiro fantástico. Terceiro: haverá possibilidades justas para todos; pobres, negros, homossexuais, mulheres. Não mais será preciso esse negócio ridículo que são as cotas. Essa idéia foi criada só para provocar ódio contra os negros, pois eles estariam roubando vagas de alunos que tiveram notas mais altas do que eles.

Quarto ponto: eliminar-se-á a terrível tensão que acomete os alunos. No Japão, a quantidade de adolescentes que cometem suicídio é uma coisa assombrosa porque eles não aguentam tanta pressão. E aqui no Brasil acontece quase a mesma coisa. Não me refiro aos suicídios, claro, mas à exagerada cobrança. Muitas brigas entre pais e filhos não aconteceriam, pois aqueles não ficariam atormentando os filhos para que passassem no vestibular. Ou seja, faria uma assepsia total.

E o professor, em meio a esse turbilhão, deve se desprender da imagem de pessoa que sabe uma disciplina e vai ensinar – aliás, detesto a palavra ‘disciplina’, é militar. O professor deve ser um sedutor. Ele tem de seduzir o alunado para o brinquedo que deve ser o ensinar. É esse sentimento de divertir que provoca a criatividade. Se o aluno é ruim em Matemática é porque o professor não ensinou que aquilo é uma brincadeira divertida.

Pensei em um currículo que fosse todo construído no entorno mais próximo da criança, que é a casa. A casa tem tudo para alguém aprender. Numa sala, por exemplo, você aprende Geometria: você pode contar quantos ladrilhos ela tem, aprende sobre hidráulica, Matemática, Biologia, Ótica (porque uma casa tem instalações hidráulicas, elétricas, fungos, bichos, espelhos). Sou contra laboratórios em escolas; a casa é um laboratório muito melhor. Na escola, a professora leva as crianças para um laboratório e mente; diz que é naquele lugar que se faz ciência. É mentira. Ciência se faz no cotidiano. É dessa maneira que se estimula a criança a pensar.”

Retirado da internet Jornal Virtual Profissão Mestre.

Boiúna

É também chamada de Cobra-Grande, bastante conhecida pelos ribeirinhos dos rios da Amazônia. Às vezes, surge como uma cobra preta , gigantesca, com olhos luminosos como dois faróis. Mas há também relatos de uma embarcação a vapor. Ela é tão gigantesca que, por onde passa, marca sulcos na terra, formando igarapés ( rios pequenos ). Habita as profundezas das águas. Há diversas outras histórias de cobras que assustam gente por aí, como a Cobra-Encantada ( uma princesa que vive condenada a viver no corpo de uma serpente ) e a Cobra - Norato ( que é o menino Honorato, irmão da Maria Caninana).

quinta-feira, 8 de julho de 2010

SE ALGUÉM TE PROCURAR

Com frio... É porque você tem o cobertor.

Com alegria... É porque você tem o sorriso.

Com lágrimas... É porque você tem o lenço.

Com versos... É porque você tem a música.

Com dor... É porque você tem o curativo.

Com palavras... É porque você tem a audição.

Com fome... É porque você tem o alimento.

Com beijos... É porque você tem o mel.

Com dúvidas... É porque você tem o caminho.

Com orquestras... É porque você tem a festa.

Com desânimo... É porque você tem o estimulo.

Com fantasias... É porque você tem a realidade.

Com desespero... É porque você tem a serenidade.

Com entusiasmo... É porque você tem o brilho.

Com segredos... É porque você tem a cumplicidade.

Com tumulto... É porque você tem a calma.

Com confiança... É porque você tem a força.

Com medo... É porque você tem o AMOR!!!

(desconheço a autoria)

Ninguém chega até VOCÊ por acaso, em “TUDO” há propósito...

Inclusive em você estar lendo aqui, agora.

Autor desconhecido

O TESOURO NO QUINTAL

Era uma família grande, a nossa: pai, mãe, cinco filhos. Grande e pobre. Papai, pedreiro, mal conseguia nos sustentar. Mamãe ajudava como podia, fazendo faxinas e costurando para fora, mas mesmo assim a vida era difícil. Papai vivia bolando formas de reforçar o orçamento doméstico ou de, pelo menos, diminuir as despesas. Foi assim que lhe ocorreu a idéia da horta.

Morávamos numa minúscula casa de subúrbio, não longe de uma bela praia, que, contudo raramente freqüentávamos: era lugar de ricos. Casa pobre, a nossa, sem nenhum conforto. Mas, por alguma razão, tinha um quintal bastante grande. Do qual, para dizer a verdade não cuidávamos. O capim ali crescia viçoso e no meio dele jaziam, abandonados, pneus velhos, latas, pedaços de tijolos e telhas. Papai olhava para aquilo, pesaroso: parecia-lhe um desperdício de espaço e terra.

Um dia chamou os dois filhos mais velhos, meu irmão Pedro e eu próprio, e anunciou; vamos fazer uma horta neste quintal.

Proposta mais que adequada. Nós quase não comíamos legumes e verduras, porque eram muito caros. Mas, se plantássemos ali tomate, alface, agrião, cenoura, teríamos uma fonte extra de alimentação, sem custo.

Sem custo, mas não sem trabalho. Para começar, teríamos que capinar aquilo tudo e revirar a terra para depois plantar e colher.

Meu pai não hesitou: vocês dois que são mais velhos, vão fazer isso.

Não gostamos muito da determinação. Não éramos preguiçosos, mas preparar a terra para fazer uma horta não era bem o nosso sonho e representaria um grande esforço. Contudo, não tínhamos alternativa.

Quando papai dava uma ordem, era pra valer. E, no caso, ele tinha o decidido apoio de mamãe, que era de uma família de agricultores e gostava de plantar.

Quem prepararia a terra? Foi a pergunta que fiz ao Pedro, que, alem de mais velho, era o líder entre os irmãos. Pergunta para a qual ele já tinha a resposta:

- Isso é coisa para o Antônio.

Antônio era o irmão do meio. Com nove anos era um menino quieto, sonhador. Mas não era muito do batente, de modo que fiquei em dúvidas: como convencê-lo a fazer o trabalho?

- Deixa comigo – Disse Pedro, que se considerava um cara muito esperto. – Eu sei como convencer o cara.

E sabia mesmo. Porque Pedro era dono de uma lábia fantástica, argumentava como ninguém.

Ah, sim, e sabia como histórias – inventadas por ele, claro. Era com uma história que pretendia motivar o Antônio e capinar o pátio

Eu estava junto, quando ele contou a tal história: segundo um famoso professor, séculos antes piratas franceses haviam enterrado um tesouro. Expulsos pelos portugueses, nunca mais tinham retornado, de modo que a arca com jóias e moedas de ouro ainda estava no mesmo lugar, que podia ser o pátio de nossa casa.

- O tesouro será a nossa salvação – concluiu, entusiasmado.

Antônio estava impressionado. Se havia coisa em que acreditava era em histórias.

Aliás, estava sempre lendo – era o maior freqüentador da biblioteca do colégio.

- Quem sabe procuramos esse tesouro? – perguntou.

Era exatamente o que Pedro queria ouvir.

- Se você está disposto, eu lhe arranjo uma enxada...

Antônio mostrava-se mais do que disposto. No dia seguinte, um feriado, lá estava ele, enxada um punho, cavando a terra, diante do olhar admirado da família. Papai até perguntou o que tinha acontecido.

- Ele se ofereceu para fazer o trabalho – disse Pedro, dando de ombros.

Para encurtar a história: tesouro algum apareceu, mas, um mês depois, tínhamos uma hora no quintal. Antônio acabou descobrindo a trama de Pedro, mas não ficou zangado. Inspirado pelo acontecimento, escreveu uma história, com a qual ganhou um prêmio literário da prefeitura.

Uma boa grana, que ele usou para comprar livros

Hoje é um conhecido jornalista e escritor. Acho que ele acabou, mesmo, encontrando o tesouro.

Moacyr Scliar

Lenda Japonesa


Era uma vez um grande samurai que vivia perto de Tóquio.

Mesmo idoso, se dedicava a ensinar a arte zen aos jovens.

Apesar de sua idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.

Certa tarde, um guerreiro, conhecido por sua total falta de escrúpulo, apareceu por ali.

Queria derrotar o samurai e aumentar sua fama.

O velho aceitou o desafio e o jovem começou a insutá-lo.

Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gripou insultos, ofendeu seus ancestrais.

Durante horas, fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível.

No final do dia, sentindo-se já exausto e humilhado, o guerreiro retirou-se. E os alunos, surpresos, perguntaram ao mestre como ele pudera suportar tanta indignidade.

- Se alguém chega até você com um presente e você não o aceita, a quem pertence o presente?

- A quem tentou entregá-lo, respondeu um dos discípulos.

- O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos.

Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo.

A sua paz interior depende exclusivamente de você.

As pessoas não podem lhe tirar a calma.

Só se você permitir...

Autor desconhecido