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sábado, 19 de fevereiro de 2011

Expressões Brasileiras

Agora, explicações de algumas expressões que usamos e nem sempre sabemos de onde originou-se:

NAS COXAS
As primeiras telhas do Brasil eram feitas de argila moldada nas coxas dos escravos. Como os escravos variavam de tamanho e porte físicos, as telhas ficavam desiguais. Daí a expressão fazendo nas coxas, ou seja, de qualquer jeito.

VOTO DE MINERVA
Na Mitologia Grega, Orestes, filho de Clitemnestra, foi acusado de tê-la assassinado. No julgamento havia empate entre os jurados, cabendo à deusa Minerva, da Sabedoria, o voto decisivo. O réu foi absolvido, e Voto de Minerva é, portanto, o voto decisivo.

CASA DA MÃE JOANA
Na época do Brasil Império, mais especificamente durante a menoridade do
Dom Pedro II, os homens que realmente mandavam no país costumavam se encontrar num prostíbulo do Rio de Janeiro cuja proprietária se chamava Joana. Como, fora dali, esses homens mandavam e desmandavam no país, a expressão casa da mãe Joana ficou conhecida como sinônimo de lugar em que ninguém manda.

CONTO DO VIGÁRIO
Duas igrejas de Ouro Preto receberam, como presente, uma única imagem de determinada santa, e, para decidir qual das duas ficaria com a

escultura, os vigários apelaram à decisão de um burrico. Colocaram-no entre as duas paróquias e esperaram o animalzinho caminhar até uma delas.
A escolhida pelo quadrúpede ficaria com a santa. E o burrico caminhou direto para uma delas... Só que, mais tarde, descobriram que um dos vigários havia treinado o burrico, e conto do vigário passou a ser sinônimo de falcatrua e malandragem.

A VER NAVIOS
Dom Sebastião, jovem e querido rei de Portugal (sec XVI), desapareceu na batalha de Alcácer-Quibir, no Marrocos. Provavelmente morreu, mas seu corpo nunca foi encontrado. Por isso o povo português se recusava a acreditar na morte do monarca, e era comum que pessoas subirem ao Alto de Santa Catarina, em Lisboa, na esperança de ver o Rei regressando à Pátria. Como ele não regressou, o povo ficava a ver navios.

NÃO ENTENDO PATAVINAS
Os portugueses tinham enorme dificuldade em entender o que falavam os frades italianos patavinos, originários de Pádua, ou Padova. Daí que não entender patavina significa não entender nada.

DOURAR A PÍLULA
Antigamente as farmácias embrulhavam as pílulas amargas em papel dourado para melhorar o aspecto do remedinho.A expressão dourar a pílula significa melhorar a aparência de algo ruim.

SEM EIRA NEM BEIRA
Os telhados de antigamente possuíam eira e beira, detalhes que conferiam status ao dono do imóvel. Possuir eira e beira era sinal de riqueza e de cultura. Estar sem eira nem beira significa que a pessoa é pobre e não tem sustentáculo no raciocínio.

A Língua Portuguesa agradece (e nossos ouvidos também!)

Mesmo que você saiba de todas essas formas corretas, passe adiante, pode ser útil para outras pessoas.

Nunca diga:

- Menas (sempre menos)
- Iorgute (iogurte)
- Mortandela (mortadela)
- Mendingo (mendigo)
- Trabisseiro (travesseiro) - essa é de doer, hein!
- Cardaço (cadarço)
- Asterístico (asterisco)
- Meia cansada (meio cansada)

E lembre-se:

- Mal - Bem
- Mau – Bom

Trezentas gramas (a grama pode ser de um pasto). Se você quer falar de peso, então é O grama: trezentOs gramas.

- Di menor, di maior (é simplesmente maior ou menor de idade).

- Beneficiente (beneficente - lembre-se de Beneficência Portuguesa)

- O certo é BASCULANTE e não VASCULHANTE, aquela janela do banheiro ou da cozinha.

Se você estiver com muito calor, poderá dizer que está "suando" (com u) e não "soando", pois quem "soa" é sino !

- A casa é GEMINADA (do latim geminare = duplicar) e não GERMINADA que vem de germinar, nascer, brotar.

- O peixe tem ESPINHA (espinha dorsal) e não ESPINHO. Plantas têm espinhos.


- Homens dizem OBRIGADO
e mulheres OBRIGADA.

"FAZ dois anos que não o vejo“ e não “FAZEM dois anos”

- "HAVIA muitas pessoas no local" e não "HAVIAM”

- "PODE HAVER problemas" e não "PODEM HAVER...."
(os verbos fazer e haver são impessoais!!)

- PROBLEMA e não POBLEMA ou POBREMA
(deixe isso para o Zé Dirceu)

- A PARTIR e não À PARTIR

O certo é HAJA VISTA (que se oferece à vista) e não HAJA VISTO.

- POR ISSO e não PORISSO (muito comum nas páginas de recado do orkut, junto com o AGENTE pode marcar algo... Se é um agente, ele pode ser secreto, aduaneiro, de viagens...)

A GENTE = NÓS

O certo é CUSPIR e não GOSPIR.

HALL é RÓL não RAU, nem AU.

Para EU fazer, para EU comprar, para EU comer e não para MIM fazer, para mim comprar ou para mim comer...

(mim não conjuga verbo, apenas
"eu, tu, eles, nós, vós, eles")

- Você pode ficar com dó (ou com um dó) de alguém, mas nunca com "uma dó"; a palavra dó no feminino é só a nota musical (do, ré, mi, etc etc.)

- As pronúncias: CD-ROM é igual a ROMA sem o A. Não é CD-RUM (nem CD-pinga, CD-vodka etc). ROM é abreviatura de Read Only Memory - memória apenas para leitura.

E agora, o horror divulgado pelo pessoal do TELEMARKETING:

Não é
“eu vou ESTAR mandando”
“vou ESTAR passando”
“vou ESTAR verificando”

E sim

eu vou MANDAR
vou PASSAR
vou VERIFICAR

(muito mais simples, mais elegante e CORRETO).

Da mesma forma é incorreto perguntar:
COM QUEM VOCÊ QUER ESTAR FALANDO?

- Veja como é o correto e mais simples: COM QUEM VOCÊ QUER FALAR?

- Ao telefone não use: Quem gostaria? (É de matar...)

- Não use: peraí, agüenta aí, só um pouquinho (prefira: Aguarde um momento, por favor)

Por último, e talvez a pior de todas: Por favor, arranquem os malditos SEJE e ESTEJE do seu vocabulário (estas palavras não existem!!)

- Não é elegante você tratar ao telefone, pessoas que não conhece, utilizando termos como:
querido(a), meu filho(a), meu bem, amigo(a)... (a não ser que você esteja ironizando-a(o).
Utilize o nome da pessoa ou senhor(a).

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

TAUTOLOGIA


E sabe o que é tautologia?



É o termo usado para definir um dos vícios, e erros, mais comuns de linguagem. Consiste na repetição de uma ideia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido.
O exemplo clássico é o famoso 'subir para cima' ou o 'descer para baixo'. Mas há outros, como pode ver na lista a seguir:


- elo de ligação
- acabamento final
- certeza absoluta
- quantia exacta
- nos dias 8, 9 e 10, inclusive
- juntamente com
- expressamente proibido
- em duas metades iguais
- sintomas indicativos
- há anos atrás
- vereador da cidade
- outra alternativa
- detalhes minuciosos
- a razão é porque
- anexo junto à carta
- de sua livreescolha
- superávit positivo
- todos foram unânimes
- conviver junto
- fato real
- encarar de frente
- multidão de pessoas
- amanhecer o dia
- criação nova
- retornar de novo
- empréstimo temporário
- surpresa inesperada
- escolha opcional
- planejar antecipadamente
- abertura inaugural
- continua a permanecer
- a últimaversão definitiva
- possivelmente poderá ocorrer
- comparecer em pessoa
- gritar bem alto
- propriedade característica
- demasiadamente excessivo
- a seu critério pessoal
- exceder em muito .


Note que todas essas repetições são dispensáveis.
Por exemplo, 'surpresa inesperada'. Existe alguma surpresa esperada? É óbvio que não.
Devemos evitar o uso das repetições desnecessárias. Fique atento às expressões que utiliza no seu dia-a-dia.

PALÍNDROMO

VOCÊ SABE O QUE É UM PALÍNDROMO?


Um palíndromo é uma palavra ou um número que se lê da mesma maneira nos dois sentidos, normalmente, da esquerda para a direita e ao contrário.

Exemplos: OVO, OSSO, RADAR. O mesmo se aplica às frases, embora a coincidência seja tanto mais difícil de conseguir quanto maior a frase; é o caso do conhecido:


SOCORRAM-ME, SUBI NO ONIBUS EM MARROCOS.

Diante do interesse pelo assunto (confesse, já leu a frase ao contrário), tomei a liberdade de seleccionar alguns dos melhores palíndromos da língua de Camões...



ANOTARAM A DATA DA MARATONA


ASSIM A AIA IA A MISSA

A DIVA EM ARGEL ALEGRA-ME A VIDA

A DROGA DA GORDA

A MALA NADA NA LAMA


A TORRE DA DERROTA

LUZA ROCELINA, A NAMORADA DO MANUEL, LEU NA MODA DA ROMANA: ANIL É COR AZUL

O CÉU SUECO

O GALO AMA O LAGO

O LOBO AMA O BOLO

O ROMANO ACATA AMORES A DAMAS AMADAS E ROMA ATACA O NAMORO

RIR, O BREVE VERBO RIR

A CARA RAJADA DA JARARACA

SAIRAM O TIO E OITO MARIAS


ZÉ DE LIMA RUA LAURA MIL E DEZ


domingo, 22 de agosto de 2010

Expressões Brasileiras

JURAR DE PÉS JUNTOS

- Mãe, eu juro de pés juntos que não fui eu.

A expressão surgiu através das torturas executadas pela

Santa Inquisição, as quais o acusado de heresias tinha

as mãos e os pés amarrados (juntos) e era torturado p'ra

dizer nada além da verdade.

Até hoje o termo é usado p'ra expressar a veracidade

de algo que uma pessoa diz.


MOTORISTA BARBEIRO:

- Nossa, que cara mais barbeiro!

No século XIX, os barbeiros faziam não somente os serviços

de corte de cabelo e barba, mas também, tiravam dentes,

cortavam calos, etc, e por não serem profissionais, seus

serviços mal feitos geravam marcas. A partir daí, desde

o século XV, todo serviço mal feito era atribuído ao

barbeiro, pela expressão "coisa de barbeiro". Esse termo

veio de Portugal, contudo a associação de "motorista barbeiro",

ou seja, um mau motorista, é tipicamente brasileira.


TIRAR O CAVALO DA CHUVA:

- Pode ir tirando seu cavalinho da chuva porque não vou deixar você sair hoje!

No século XIX, quando uma visita iria ser breve, ela deixava o cavalo ao relento em frente à casa do anfitrião e se fosse demorar, colocava o cavalo nos fundos da casa, em um lugar protegido da chuva e do sol. Contudo, o convidado só poderia pôr o animal protegido da chuva se o anfitrião percebesse que a visita estava boa e dissesse: "pode tirar o cavalo da chuva". Depois disso, a expressão passou a significar a desistência de alguma coisa.


À BEÇA:

- O mesmo que abundantemente, com fartura, de maneira copiosa. A origem do dito é atribuída às qualidades de argumentador do jurista alagoano Gumercindo Bessa, advogado dos acreanos que não queriam que o Território do Acre fosse incorporado ao Estado do Amazonas.


DAR COM OS BURROS N'ÁGUA:

A expressão surgiu no período do Brasil colonial, onde tropeiros que escoavam a produção de ouro, cacau e café, precisavam ir da região Sul à Sudeste sobre burros e mulas. O fato era que muitas vezes esses burros, devido à falta de estradas adequadas, passavam por caminhos muito difíceis e regiões alagadas, onde os burros morriam afogados. Daí em diante o termo passou a ser usado pra se referir a alguém que faz um grande esforço pra conseguir algum feito e não consegue ter sucesso naquilo.


GUARDAR A SETE CHAVES:

No século XIII, os reis de Portugal adotavam um sistema de arquivamento de jóias e documentos importantes da corte através de um baú que possuía quatro fechaduras, sendo que cada chave era distribuída a um alto funcionário do reino. Portanto eram apenas quatro chaves. O número sete passou a ser utilizado devido ao valor místico atribuído a ele, desde a época das religiões primitivas. A partir daí começou-se a utilizar o termo "guardar a sete chaves" pra designar algo muito bem guardado.


OK:

A expressão inglesa "OK" (okay), que é mundialmente conhecida pra significar algo que está tudo bem, teve sua origem na Guerra da Secessão, no EUA. Durante a guerra, quando os soldados voltavam pras bases sem nenhuma morte entre a tropa, escreviam numa placa "0 Killed" (nenhum morto), expressando sua grande satisfação, daí surgiu o termo "OK".


ONDE JUDAS PERDEU AS BOTAS:

Existe uma história não comprovada, de que após trair Jesus, Judas enforcou-se em uma árvore sem nada nos pés, já que havia posto o dinheiro que ganhou por entregar Jesus dentro de suas botas. Quando os soldados viram que Judas estava sem as botas, saíram em busca delas e do dinheiro da traição. Nunca ninguém ficou sabendo se acharam as botas de Judas. A partir daí surgiu à expressão, usada pra designar um lugar distante, desconhecido e inacessível.


PENSANDO NA MORTE DA BEZERRA:

A história mais aceitável pra explicar a origem do termo é proveniente das tradições he- braicas, onde os bezerros eram sacrificados pra Deus como forma de redenção de pecados. Um filho do rei Absalão tinha grande apego a uma bezerra que foi sacrificada. Assim, após o animal morrer, ele ficou se lamentando e pensando na morte da bezerra. Após alguns meses o garoto morreu.


PRA INGLÊS VER:

A expressão surgiu por volta de 1830, quando a Inglaterra exigiu que o Brasil aprovasse leis que impedissem o tráfico de escravos. No entanto, todos sabiam que essas leis não seriam cumpridas, assim, essas leis eram criadas apenas "pra inglês ver". Daí surgiu o termo.


RASGAR SEDA:

A expressão que é utilizada quando alguém elogia grandemente outra pessoa, surgiu através da peça de teatro do teatrólogo Luís Carlos Martins Pena. Na peça, um vendedor de tecidos usa o pretexto de sua profissão pra cortejar uma moça e começa a elogiar exageradamente sua beleza, até que a moça percebe a intenção do rapaz e diz: "Não rasgue a seda, que se esfiapa".


O PIOR CEGO É O QUE NÃO QUER VER:

Em 1647, em Nimes, na França, na universidade local, o doutor Vicent de Paul D`Argenrt fez o primeiro transplante de córnea em um aldeão de nome Angel. Foi um sucesso da medicina da época, menos pra Angel, que assim que passou a enxergar ficou horrorizado com o mundo que via. Disse que o mundo que ele imaginava era muito melhor. Pediu ao cirurgião que arrancasse seus olhos. O caso foi acabar no tribunal de Paris e no Vaticano. Angel ganhou a causa e entrou pra história como o cego que não quis ver.


ANDA À TOA:

Toa é a corda com que uma embarcação reboca a outra. Um navio que está à toa é o que não tem leme nem rumo, indo pra onde o navio que o reboca determinar.


QUEM NÃO TEM CÃO CAÇA COM GATO:

Na verdade, a expressão, com o passar dos anos, se adulterou. Inicialmente se dizia quem não tem cão caça como gato, ou seja, se esgueirando, astutamente, traiçoeiramente, como fazem os gatos.


DA PÁ VIRADA:

A origem do ditado é em relação ao instrumento, a pá. Quando a pá está virada p'ra baixo, voltada pro solo, está inútil, abandonada decorrentemente pelo Homem vagabundo, irresponsável, parasita.


NHENHENHÉM:

Nheë, em tupi, quer dizer falar. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, os indígenas não entendiam aquela falação estranha e diziam que os portugueses ficavam a dizer "nhen-nhen-nhen" .


VAI TOMAR BANHO:

Em "Casa Grande & Senzala", Gilberto Freyre analisa os hábitos de higiene dos índios versus os do colonizador português. Depois das Cruzadas, como corolário dos contatos comerciais, o europeu se contagiou de sífilis e de outras doenças transmissíveis e desenvolveu medo ao banho e horror à nudez, o que muito agradou à Igreja. Ora, o índio não conhecia a sífilis e se lavava da cabeça aos pés nos banhos de rio, além de usar folhas de árvore pra limpar os bebês e lavar no rio as redes nas quais dormiam. Ora, o cheiro exalado pelo corpo dos portugueses, abafado em roupas que não eram trocadas com frequência e raramente lavadas, aliado à falta de banho, causava repugnância aos índios. Então os índios, quando estavam fartos de receber ordens dos portugueses, mandavam que fossem "tomar banho".


A DAR COM O PAU:

O substantivo "pau" figura em várias expressões brasileiras. Esta expressão teve origem nos navios negreiros. Os negros capturados preferiam morrer durante a travessia e, pra isso, deixavam de comer. Então, criou-se o "pau de comer" que era atravessado na boca dos escravos e os marinheiros jogavam sapa e angu pro estômago dos infelizes, a dar com o pau. O povo incorporou a expressão.


ELES QUE SÃO BRANCOS QUE SE ENTENDAM:

Esta foi das primeiras punições impostas aos racistas, ainda no século XVIII. Um mulato, capitão de regimento, teve uma discussão com um de seus comandados e queixou-se a seu superior, um oficial português. O capitão reivindicava a punição do soldado que o desrespeitara. Como resposta, ouviu do português a seguinte frase: "Vocês que são pardos, que se entendam". O oficial ficou indignado e recorreu à instância superior, na pessoa de dom Luís de Vasconcelos (1742-1807), 12° vice-rei do Brasil. Ao tomar conhecimento dos fatos, dom Luís mandou prender o oficial português que estranhou a atitude do vice-rei. Mas, dom Luís se explicou: Nós somos brancos, cá nos entendemos.


ÁGUA MOLE EM PEDRA DURA , TANTO BATE ATÉ QUE FURA:

Um de seus primeiros registros literário foi feito pelo escritor latino Ovídio ( 43 a .C.-18 d.C), autor de célebres livros como A arte de amar e Metamorfoses, que foi exilado sem que soubesse o motivo. Escreveu o poeta: "A água mole cava a pedra dura". É tradição das culturas dos países em que a escrita não é muito difundida formar rimas nesse tipo de frase pra que sua memorização seja facilitada. Foi o que fizeram com o provérbio portugueses e brasileiros.


ATIVIDADE

Em sala, em grupo ou individual, os alunos irão criar novas definições para as expressões brasileiras ( podem ser definições engraçadas - criar um livro da turma ).



sábado, 21 de agosto de 2010



Show da língua portuguesa!

'Um homem rico estava muito mal, agonizando. Pediu papel e caneta. Escreveu assim:


'Deixo meus bens a minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres. '


Morreu antes de fazer a pontuação. A quem deixava a fortuna? Eram quatro concorrentes.


1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.


2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito:

Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.


3) O padeiro pediu cópia do original. Puxou a brasa pra sardinha dele:

Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.


4) Aí, chegaram os descamisados da cidade.. Um deles, sabido, fez esta interpretação
:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro? Nada! Dou aos pobres.



Moral da história:


"A vida pode ser interpretada e vivida de diversas maneiras.
Nós é que fazemos sua pontuação. E isso faz toda a diferença..."

terça-feira, 10 de agosto de 2010

VÍRGULA

Sobre a Vírgula

Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere.

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode criar heróis..
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!

Detalhes Adicionais:
COLOQUE UMA VÍRGULA NA SEGUINTE FRASE:

SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.

* Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER...
* Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM...


PODE VER O EFEITO QUE UMA SIMPLES VÍRGULA PODE TER!!!!!!
FANTÁSTICO!!!!!!!!!!!!!!!



terça-feira, 29 de junho de 2010

Atividade para sala de aula

Pessoal, este texto cabe em diversas disciplinas, encaixa perfeitamente na maioria dos nossos cursos e é super criativo!!!


> Se a história da
> Chapeuzinho
> Vermelho fosse
> verdade,
> como ela seria
> contada na
> imprensa do
> Brasil?
>
> Veja as
> diferentes maneiras de contar a mesma
> história:
>
> JORNAL
> NACIONAL
> William
> Bonner:
> "Boa noite. Uma
> menina chegou a ser devorada
> por um lobo na noite
> de ontem ..."
>
> Fátima
> Bernardes:
> "... mas a
> atuação de um caçador evitou a
> tragédia."
>
> Programa da
> Hebe:
> "... que
> gracinha, gente! Vocês não vão
> acreditar,
> mas essa
> menina linda aqui foi retirada viva
> da
> barriga de um lobo,
> não é mesmo?'
>
> Cidade Alerta -
> Datena:
> "... onde é
> que a gente vai parar, cadê as
> autoridades?
> Cadê as
> autoridades? A menina ia pra casa da
> vovozinha
> a pé! Não tem
> transporte público! Não tem
> transporte
> público! E foi
> devorada viva... um lobo, um lobo
> safado.
> Põe na tela, primo!
> Porque eu falo mesmo, não tenho medo
> de lobo, não tenho
> medo de lobo, não!"
>
> Superpop -
> Luciana Gimenez:
> "Geeente! Eu
> tô aqui com a ex-mulher do lenhador e
> ela
> diz que ele é
> alcoólatra, agressivo e que não paga
> pensão
> aos filhos há mais
> de um ano. Abafa o caso!"
>
> Globo Repórter -
> chamada do programa:
> "Tara? Fetiche?
> Violência? O que leva alguém a
> comer,
> na mesma noite, uma
> idosa e uma adolescente? O Globo
> Repórter conversou
> com psicólogos, antropólogos e
> com
> amigos e parentes do
> Lobo, em busca da resposta. E uma
> revelação: casos
> semelhantes acontecem dentro dos
> próprios lares das
> vítimas, que silenciam por medo.
> Hoje, no Globo
> Repórter ..."
>
> Discovery
> Channel:
> "Vamos
> determinar se é possível uma pessoa
> ser
> engolida viva e
> sobreviver."
>
> Revista
> Veja:
> "Lula sabia das
> intenções do Lobo. "
>
> Revista
> Cláudia:
> "Como chegar à
> casa da vovozinha sem se
> deixar
> enganar pelos lobos
> no caminho."
>
> Revista
> Nova:
> "Dez
> maneiras de levar um lobo à loucura
> na cama!"
>
> Revista Isto
> É:
> "Gravações
> revelam que lobo foi assessor
> de político
> influente."
>
> Revista Playboy -
> ensaio fotográfico do mês
> seguinte:
> "Veja o que só
> o lobo viu."
>
> Revista
> Vip:
> "As 100 mais
> sexies - desvendamos a adolescente
> mais gostosa do
> Brasil!"
>
> Revista G
> Magazine: - ensaio com o
> lenhador
> "O lenhador
> mostra o machado."
>
> Revista Caras: -
> ensaio fotográfico com a Chapeuzinho na
> semana seguinte:
> "Na banheira de
> hidromassagem, Chapeuzinho fala
> a CARAS: — Até
> ser devorada, eu não dava valor pra
> muitas coisas na
> vida. Hoje, sou outra pessoa."
>
> Revista
> Superinteressante:
> Lobo Mau: mito ou
> verdade?
>
> Revista
> Tititi:
> "Lenhador e
> Chapeuzinho flagrados em clima
> romântico em jantar
> no Rio."
>
> Folha de São Paulo:
> Legenda da foto:
> "Chapeuzinho, à direita, aperta a
> mão
> de seu
> salvador."
> Na matéria: "Box com um
> zoólogo explicando os
> hábitos
> alimentares dos
> lobos e um imenso infográfico
> mostrando
> como Chapeuzinho foi
> devorada e depois
> salva pelo
> lenhador."
>
> O Estado de São
> Paulo:
> "Lobo que
> devorou menina seria filiado ao
> PT."
>
> O
> Globo:
> "Petrobrás
> apóia ONG do lenhador ligado ao PT,
> que matou um lobo
> para salvar menor
> de idade
> carente."
>
> O
> Dia:
> "Lenhador
> desempregado tem dia de herói."
>
> Extra:
> "Promoção do
> mês: junte 20 selos mais 19,90 e troque
> por
> uma capa vermelha
> igual a de Chapeuzinho!"
>
> Meia
> hora:
> "Lenhador
> passou o rodo e mandou lobo pedófilo pro
> saco!"
>
> O
> Povo:
> "Sangue e
> tragédia na casa da vovó."
>
> Wagner
> Montes:
> Agora vejam só
> vocês meu amigo telespectador,
> minha dona de casa
> que nessa hora está cuidando
> do lar, arrumando as
> crianças para a escola ... vejam
> só esse covarde de
> cognome Lobo ... que se acha
> todo malandrão ...
> PRA CIMA DELE MINHA POLIÇADA!
> Alô minha rapaziada
> da Civil, alô comandante do CORE,
> aquele abraço, alô
> meu pessoal do 16º, 22º ...
> É PRA ARREGASSAR
> MESMO! Bota a cara dele aí na
> tela produção ...
> Bota na tela aí ... ESCRAAAAAAAAACHA!